OPCP publica a secção "Formação dos Elementos das Equipas" do Relatório de Outono 2019

Quarta-feira, março 11, 2020 - 09:36

Nível de formação dos Elementos das Equipas abaixo do recomendado

O Observatório Português de Cuidados Paliativos publica mais uma secção do Relatório de Outono de 2019: “Formação dos Elementos das Equipas”. Este novo estudo registou as seguintes conclusões:

  • Aumentou a proporção de profissionais nas UCP e ECSCP sem qualquer formação específica em cuidados paliativos, assim como na área de medicina e enfermagem (medicina de 5.9% para 18% e enfermagem de 10.7% para 22.9%);
     
  • Só cerca de 55% dos coordenadores têm a formação adequada em CP (nível C) sendo que cerca de 10% ou não têm ou é de nível A (básico)

Na maioria dos grupos profissionais, mais de metade dos elementos tem formação específica em CP. A pós-graduação é a tipologia de formação predominante no grupo médico e de enfermagem. A formação básica constitui o principal meio de formação nas restantes áreas profissionais.

Existe ainda um considerável número de profissionais a exercer funções em equipas diferenciadas, sem formação específica na área dos cuidados paliativos. Dentro das EIHSCPP, metade dos profissionais tem pós-graduação em CPP.

Cerca de metade dos participantes tem formação Nível B (25.5%) ou C (22.4%). Recomendam-se, contudo, estudos futuros que permitam compreender a evolução da situação formativa dos profissionais em serviços de CP.

Dos 104 coordenadores identificados, 58 têm o nível mais elevado de formação em CP (Nível C), existindo 7 com nível formação básica (Nível A). No entanto, considerando os que não responderam, os que não têm formação, os que apenas possuem nível básico, e se adicionarmos os que possuem nível B, então concluímos que cerca de 43% deve adquirir formação avançada, pois o líder deverá ser quem define políticas de ação, de intervenção e de garantia de qualidade, dentro da própria equipa.

Os dados disponibilizados pelos participantes relativamente à formação contínua realizada, continuam a ser dispersos ou omissos, dificultando uma visão concreta do atual panorama. Ainda assim, reforça-se o papel dos responsáveis e decisores em saúde como potenciais catalisadores de oportunidades de formação, em parceria com as equipas e cada profissional, num cenário de responsabilidade partilhada.

Mais de metade dos voluntários das equipas tem formação em CP. Nenhum dos voluntários participantes neste estudo foi associado à área dos CP pediátricos.

Mais informações poderá consultar o estudo na integra AQUI

 

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