Crianças e Jovens em Risco – Abordagem Interdisciplinar em Saúde

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Cursos Enfermagem - Formação Pós-Graduada

Helena Zacarias
E-mail: helena.zacarias@ucp.pt
Tel: (+351) 21 426 98 32

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Duração do curso: 
02 de fevereiro a 28 de julho 
Estágio: setembro, outubro, novembro

Horário:
Quartas e Quintas-feiras (17h00-20h00)

Calendário previsto: 

  • 02, 03, 09, 10, 16, 17, 23 e 24 de fevereiro
  • 02, 03, 09, 10, 16, 17, 23, 24, 30 e 31 de março
  • 06, 07, 12, 13, 20, 21, 27 e 28 de abril
  • 04, 05, 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de maio
  • 01, 02, 08, 09, 22, 23, 29 e 30 de junho
  • 06, 07, 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de julho
  • Componente prática: setembro, outubro, novembro

Program Description

O reconhecimento da criança como sujeito autónomo de Direitos Humanos e a consideração do seu interesse superior em todas as decisões que lhe respeitam, consagrado na “Convenção sobre os Direitos da Criança” da UNICEF, constitui um marco fundamental em toda a atuação do Estado, dos organismos públicos e particulares, famílias, comunidades e cidadãos, no cumprimento do dever que a todos cabe. Ainda hoje, esta Convenção de 1989 é o tratado que mais ratificações obteve pelos Estados Membros da ONU. Não obstante, esse consenso formal não significa que as crianças estejam protegidas. O fenómeno da violência interpessoal tem merecido particular atenção nos últimos anos. Os sucessivos governos constitucionais, através dos seus “programas”, têm vindo a desenvolver políticas de diferenciação positiva orientadas para os cidadãos mais vulneráveis. Neste âmbito, procura-se estabelecer uma mudança gradual quanto ao paradigma da intervenção, evoluindo-se de uma atuação reparadora de lesões físicas e emocionais, decorrentes das situações de violência experienciadas, para uma abordagem mais holística, continuada e preventiva. Apesar das medidas instituídas, os “maus tratos” constituem um fenómeno complexo e multifacetado que se desenrola de forma dramática ou insidiosa, em particular nas crianças e nos jovens, mas sempre com repercussões negativas no crescimento, desenvolvimento, saúde, bem-estar, segurança, autonomia e dignidade dos indivíduos. Este fenómeno é considerado um problema de saúde pública e objeto de vigilância que se reveste de particular gravidade em grupos populacionais mais vulneráveis, sendo responsável por altas taxas de mortalidade e morbilidade em crianças e adolescentes (DGS, 2016). Este problema é alvo de intervenções por todo o mundo, devendo ser identificado e abordado também pelos profissionais de saúde (DGS, 2011; OE, 2011). Em Portugal, ao longo dos anos, o número de sinalizações de risco infantil efetuadas nos “Núcleos de Apoio à Criança e Jovem em Risco” (NACJR) e nos “Núcleos Hospitalares de Apoio à Criança e Jovem em Risco” (NHACJR), do “Serviço Nacional de Saúde”, tem vindo a aumentar (DGS, 2018).

Os profissionais de saúde têm responsabilidade particular na deteção precoce de fatores de risco, de sinais de alarme e na sinalização de crianças em risco, ou em evolução para verdadeiro perigo (DGS, 2011). De forma a tornar efetivos os serviços de saúde nesta matéria, é essencial a melhoria da aplicação dos mecanismos de prevenção da ocorrência dos “maus tratos”, da deteção precoce das situações de risco e perigo, do acompanhamento e prestação de cuidados e da sinalização e/ou, sempre que se justifique, o encaminhamento de casos para outros serviços no âmbito de uma articulação funcional eficiente (DGS, 2011). Os enfermeiros, estando num lugar privilegiado no que toca à prevenção e identificação de situações de risco ou perigo para a criança, devem ter conhecimentos específicos de forma a conseguir identificar e intervir precocemente nestas situações (DGS, 2011). Igualmente outros profissionais de saúde devem ter formação nestas áreas.

Assim sendo, os temas das diversas unidades curriculares deste curso integram conteúdos relacionados com o enquadramento legal dos maus tratos infantis em Portugal, com os deveres deontológicos neste assunto, com a avaliação e identificação de fatores de risco, com a identificação de respostas humanas  e indicadores dos vários tipos de “maus tratos infantis”, com as intervenções dos enfermeiros e outros profissionais de saúde nesta  prevenção, com a intervenção dos enfermeiros e outros profissionais de saúde na presença de situações de perigo na criança.

Deste modo, a Pós-graduação em Crianças e Jovens em Risco – Abordagem Interdisciplinar em Saúde - visa o desenvolvimento de competências nos domínios da prática profissional ética, deontológica, legal e clínica do enfermeiro prestador de cuidados à criança e jovens em situação de doença oncológica e seus familiares.

Destinatários
Enfermeiros (especialistas ou generalistas) e outros profissionais de saúde.

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Helena Zacarias
E-mail: helena.zacarias@ucp.pt
Tel: (+351) 21 426 98 32