Saúde Pública para Farmacêuticos

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Cursos ICS

Zita Bento

E-mail:  saude@ics.lisboa.ucp.pt
Tel: (+351) 21 721 41 47

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Duração do Curso: 
outubro 2018 a junho 2019

Horário: Terças e Quintas-feiras das 18h30 às 22h30  

Calendário previsto:

  • 16, 18, 23, 25 outubro
  • 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27 novembro
  • 4, 6, 11, 13 dezembro
  • 4, 6, 11, 13, 20, 25, 27 janeiro
  • 5, 7, 12, 14, 19, 21, 26 fevereiro
  • 7, 12, 14, 19, 21, 28 março
  • 4, 9, 11 abril
  • 2, 7, 9, 14, 16, 21, 23, 30 maio
  • 4, 11, 18 junho

Program Description

A Saúde Pública tem como objetivos promover a saúde, prevenir e controlar a doença. Todos os profissionais de saúde estão convocados para atingir este repto através da sua intervenção junto das comunidades.

A formação específica que cada profissional de saúde (médicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, gestores, entre outros) tem, permite-lhe atuar numa determinada área, o que o torna único e imprescindível na mais-valia que a sua intervenção pode acrescentar a cada doente, às suas famílias e às comunidades, uma vez que as competências que cada profissional desenvolveu e os cuidados que presta são diferentes dos demais.

Idealmente, os profissionais de saúde deveriam atuar de um modo integrado e articulado entre todos para darem mais e melhor saúde às comunidades que servem, assegurando que o fazem para garantir a “segurança do doente”. Atualmente é inequívoco que as equipas multidisciplinares produzem mais e melhores resultados em saúde e para isto é obrigatório que os princípios e a linguagem da Saúde Pública sejam conhecidos e entendidos por todos, bem como as ameaças e as metas para a saúde de cada país.

No século XX deram-se passos extraordinários na área da saúde. As descobertas e os avanços foram tão grandes que o padrão de morbimortalidade das populações se alterou drasticamente. Um mundo que sofria e morria maioritariamente devido às doenças transmissíveis passou a ser um mundo (desenvolvido) que sofre e morre principalmente devido às doenças crónicas não transmissíveis. Uma das consequências foi o aumento da esperança de vida à nascença, que quase triplicou no último século nos países desenvolvidos e que continua a aumentar, embora outros fatores tenham assumido um papel preponderante, tais como, a melhoria dos estilos de vida, a melhoria da alimentação e dos cuidados de higiene e saúde, entre outros.

Subsistem no entanto problemas por resolver, tais como, cura da malária, tuberculose multirresistente e novos desafios que vão surgindo, tais como, os efeitos das ondas de calor, a SARS, a possibilidade de uma pandemia de gripe, a ameaça do bioterrorismo, etc.

Um dos principais responsáveis pela revolução na saúde que ocorreu no século XX, foi sem dúvida o medicamento. Nesse contexto, os antibióticos, as vacinas, os medicamentos para controlar as doenças crónicas (diabetes, hipertensão, etc), os antirretrovirais, os antineoplásicos, entre outros, permitiram à população dos países desenvolvidos, viver mais e melhor, uma vez que se conseguiu curar e prevenir muitas doenças (até erradicar, por exemplo a varíola), transformar doenças agudas em crónicas e conseguiu-se controlar muitas doenças crónicas, permitindo às pessoas viver com essas doenças.

Os farmacêuticos são os especialistas do medicamento e assumem a responsabilidade social e técnica pela sua produção, distribuição, dispensa, manipulação magistral, farmacovigilância e seguimento farmacoterapêutico.

Após décadas de melhoria contínua no que respeita à investigação, ao desenvolvimento, à produção e distribuição de medicamentos, constata-se que, de um ponto de vista técnico, os medicamentos obedecem aos mais altos padrões de qualidade. As Boas Práticas de Fabrico e as Boas Práticas de Distribuição transformaram-se na maioria dos países desenvolvidos em leis que são escrupulosamente cumpridas e inspecionadas.

Contudo, e apesar desta garantia de qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, a evidência científica produzida no final do século XX revelou que existem inúmeros problemas associados ao uso dos medicamentos com consequências graves para a saúde das comunidades e com impacto nos indicadores de Saúde Pública dos países. Diversos estudos identificaram inúmeros problemas relacionados com o processo de uso dos medicamentos, ou seja, que os medicamentos quando são utilizados pelas pessoas, nem sempre atingem os objetivos que deveriam, isto é, nem sempre curam, nem sempre previnem, nem sempre tratam ou controlam e que, até nalgumas situações, são eles próprios geradores de doença ou agravam problemas de saúde já existentes.

Esta morbimortalidade associada ao uso do medicamento é hoje considerada um problema de Saúde Pública emergente. As reações adversas associadas à utilização de medicamentos têm como consequência a hospitalização, incapacidade permanente e até mesmo a morte. Estudos efetuados apontam para que 33% das entradas numa urgência hospitalar se devem a problemas associados a medicamentos.

Os farmacêuticos, enquanto profissionais de saúde responsáveis pelo ciclo de vida do medicamento, desde a sua produção até à sua utilização, podem ser atores e gerar um impacto positivo resultante das suas intervenções fundamentalmente em dois níveis: ao nível do processo de uso dos medicamentos e ao nível dos efeitos do seu uso.

Estudos de meta-análise e revisões sistemáticas avaliaram o impacto das intervenções dos farmacêuticos comunitários em Saúde Pública, reportando resultados positivos, tanto nos indicadores diretos da intervenção clinica, como em indicadores sociais e económicos.

 

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